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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

NFL Brasil vira Endzone Brasil

Caros fãs da NFL no Brasil,

Depois de deixar o site um tempo inativo, gostaríamos de anunciar o fim do NFL Brasil. Bom, na verdade não é o fim do site, mas sim uma nova trajetória que estamos começando. Tentando ser mais profissionais e levar ainda mais qualidade nas informações que passamos para vocês, estamos iniciando um novo site: o Endzone Brasil.

A equipe é a mesma do NFL Brasil e o estilo vai se manter, mas agora teremos um espaço maior e mais bem trabalhado, facilitando para você leitor se localizar em nossa nova página e com novas colunas para deixar nosso trabalho ainda mais completo.

No novo site temos uma página especial com a história de cada time, explicações das regras, análises táticas e outras novidades, tudo mais funcional do que no modelo antigo.

Agradecemos imensamente a todos que acessaram o NFL Brasil nos últimos anos e convidamos vocês para acessar o Endzone Brasil - o local onde termina tudo em NFL na língua portuguesa.

Muito obrigado pela companhia e contamos com todos na nova página.

Rafael Araújo
Editor do NFL Brasil / Endzone Brasil

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Contagem regressiva NFL Brasil - Terrell Suggs

Poucos jogadores assustam os quarterbacks adversários como Terrell  Raymonn Suggs, certamente um dos maiores pass-rushers da história da NFL. A versatilidade faz do camisa 55 uma arma poderosa na pressão  ao QB adversário, ele é completo tanto começando o snap com a mão no chão (DE) como em formações de blitz (OLB). Em apenas três dos dez anos como profissional ele não computou pelo menos oito sacks em uma temporada.

Suggs no Draft 2003 (Ravens.com)
Talento que se mostrou já em sua carreira universitária, Suggs quebrou vários recordes da NCAA nos anos que defendeu Arizona State. Em três temporadas por lá, ele computou 163 tackles, 14 fumble forçados e 44 sacks, 22 deles apenas no ano de 2002. Apesar da pouca idade, os números chamaram atenção dos times da NFL. Com apenas vinte anos, Suggs foi o segundo jogador de defesa mais jovem da história da liga a ser draftado, selecionado pelo Baltimore Ravens com a 10º escolha geral do Draft de 2003.

Mesmo sem ser titular imediato, o camisa 55 foi espetacular em sua temporada de novato. Ele venceu o prêmio de calouro defensivo do ano de 2003, começando apenas um dos 16 jogos dos Ravens como titular. Os doze sacks em seu primeiro ano na NFL eram um premissa do que viria a seguir. Já como titular em 2004, ele foi escolhido para o Pro Bowl pela primeira das seis vezes na carreira.

A versatilidade de Suggs ficou latente com a chegada de Rex Ryan como coordenador defensivo em 2005. Ryan deslocava Terrell para a posição de defensive end quando o time variava a formação tática de 3-4 para 4-3. O camisa 55 era excepcional em ambas as funções, confundindo as linhas ofensivas adversárias. Ele foi fundamental na campanha de 13-3 de 2006, parado apenas no Divisional Round pelo Indianapolis Colts, time que seria o campeão do Super Bowl daquele ano.

Após um decepcionante 2007, o técnico John Harbaugh assumiu os Ravens com a promessa de levantar novamente a franquia, foi exatamente o que ele fez. Ao lado do jovem QB Joe Flacco, Harbaugh deu uma nova cara ao time de Baltimore. Nos cinco primeiros anos sob o seu comando, o time chegou aos playoffs.

Suggs foi fundamental em todo esse processo, peça importante da defesa dos Ravens ao lado de nomes espetaculares como Ray Lewis e Ed Reed. De 2008 a 2011, o camisa 55 computou 37,5 sacks e 12 fumbles forçados. Isso contando que Suggs teve o pior desempenho da carreira em 2009: acima do peso, perdeu os primeiros três jogos da carreira por lesão, teve apenas 4,5 sacks em toda a temporada. Em 2011, ele venceu o prêmio de melhor jogador de defesa da NFL, teve incríveis 14 sacks e sete fumbles forçados.

 
Suggs comemorando o título com Ray Lewis (Ravens.com)
Apesar do prêmio, foi o ano de 2012 que mais marcou a carreira de Terrell Suggs, ele foi do total inferno ao paraíso em alguns meses. O camisa 55 rompeu o tendão de Aquiles no mês de maio daquele ano, fato que em teoria o tiraria de toda a temporada. Nada disso. Ele foi o jogador que se recuperou dessa grave lesão de forma mais rápida da história da liga, já estava em campo no dia 21 de outubro, contra o Houston Texans.

Aos poucos ele foi ganhando ritmo, estava em forma para a disputa dos playoffs daquele ano. Suggs foi fundamental na pós-temporada, especialmente na vitória contra o Denver Broncos no Divisional Round. Para quem em teoria nem jogaria, ele foi coroado com o título de campeão do Super Bowl de 2012, após vencer o San Francisco 49ers na grande final. Era o reconhecimento que faltava para o grande jogador que é.

Foi regular em 2013, um dos principais destaques da campanha mediana do Baltimore Ravens. Com 10 sacks e 45 tackles, ele foi selecionado para o sexto Pro Bowl da carreira. A expectativa é que esses números melhorem para a próxima temporada, muito pelos reforços que chegaram para aprimorar o pass-rush do time. Ele terá Chris Canty (ex-Giants) como DE, além de Elvis Dumervil (ex-Broncos) na outra ponta. Isso sem contar a chegada do calouro CJ Mosley no miolo dessa linha de LBs.

Jornalista de Jundiaí e apaixonado pela NFL,  
Matheus Filippi é editor do @NFLBrasil.
    

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Contagem regressiva NFL Brasil - Colin Kaepernick

Poucos jogadores tem a capacidade de desmontar uma defesa como Colin Rand Kapernick. Com uma habilidade fora do comum em ler os esquemas adversários, ele é o perfeito exemplo do termo "dual-threat" quarterback, ou seja, faz estragos tanto no jogo aéreo como no terrestre. Único, essa é a palavra que melhor o define, dentro e fora dos gramados. Sua história cheia de reviravoltas e superação é uma inspiração a todos.

Abandonado quando recém-nascido pela mãe, Colin foi adotado quando tinha seis semanas de vida. Quando criança, ele sofria com gozações na escola, pelo fato de não ser nada parecido com seus pais adotivos. Muito atlético desde pequeno, mostrava raro talento em todos os esportes que praticava no colegial, em especial o Beisebol. Recebeu muitas ofertas de universidades para seguir no esporte, mas rejeitou todas para seguir seu sonho de garoto, jogar na NFL.

Apesar de sua paixão pelo futebol americano, não recebeu nenhuma proposta de bolsa universitária, muito pela falta de precisão nos lançamentos. Decidido, ele passou por vários testes feitos pelas universidades, até que Nevada resolveu a dar uma chance a ele. Devido a velocidade fora do comum, o plano inicial era utilizá-lo como safety. Aos poucos, Colin foi mostrando sua capacidade. Depois de passar o primeiro ano na reserva adquirindo massa muscular, ele foi nomeado quarterback reserva da equipe no início de 2007.

Kaepernick em Nevada (Site oficial/Universidade de Nevada)
A chance como titular veio no quinto jogo daquele ano, quando Nick Graziano saiu de campo contundido no primeiro tempo. Kaep entrou no seu lugar, computou 384 jardas e quatro touchdowns. Era o início de uma vitoriosa carreira universitária. Ele conquistou a posição de 1º QB do time e não largou mais, liderou o ataque dos Wolfpacks pelas próximas três temporadas de forma brilhante. Foi o único jogador da história do futebol americano universitário a passar das 2 mil jardas aéreas e mil terrestres em três temporadas consecutivas.

Entretanto, questionamentos sobre a precisão nos lançamentos ainda seguiam Kaepernick, principal fator de ele ter sido rejeitado por todos os times na primeira rodada do Draft de 2011. Quatro QBs foram selecionados antes dele: Cam Newton (1º), Jake Locker (8º), Blaine Gabbert (10º) e Christian Ponder (12º). Disponível no início da segunda rodada, San Francisco 49ers trocou três escolhas (45º, 108º e 141º) pela 36º do Denver Broncos, para poder contar com o jogador em seu elenco.

O começo foi desastroso, completou menos da metade dos passes, lançou cinco interceptações e nenhum TD na pré-temporada. Como atleta excepcional que é, ele foi utilizado somente em formações alternativas no ano de calouro, visto que o titular Alex Smith estava na melhor fase de sua carreira até então. Kaep participou e oito snaps e não foi nada efetivo: duas corridas para  menos duas jardas; completou três de cinco passes para 35 jardas. Mesmo sem Colin em campo, o técnico recém-chegado Jim Harbaugh devolveu os Niners aos playoffs depois de nove anos de jejum, o time ficou a uma partida do Super Bowl.

Após anos de fracasso, San Francisco voltava a ser temido pelos adversários. Tudo caminhava bem na temporada seguinte, até chegar a semana 10. O titular Alex Smith, que liderava o time em uma campanha 6-2, sofreu uma concussão contra o St Louis Rams. Apesar do empate, Kaepernick entrou bem no lugar de Smith, tanto que ganhou nova chance como titular na semana seguinte. 

Assim como aconteceu em Nevada, Kaepernick entrou no time para não sair mais. Mesmo com Smith já saudável, Harbaugh resolveu bancar Colin no time titular, fato que lhe rendeu severas críticas da mídia e dos torcedores, visto que Alex fazia uma temporada consistente. O camisa 7 aos poucos foi mostrando no campo o que o treinador via nos treinos. Em sete partidas, ele lançou 1814 jardas, 10 touchdowns e três interceptações, além de correr 415 jardas e mais cinco TDs pelo chão. A campanha de 11-4-1 deu aos Niners o título da NFC West e uma vaga nos playoffs.

Kaepernick comemorando título da NFC (Site oficial/Niners)
Foi na pós-temporada que Kaep realmente brilhou, ele destruiu o Green Bay Packers no Divisional Round: lançou 2 touchdowns, correu para mais dois, terminou a partida com um recorde de jardas terrestres para um QB em playoffs (185). Ao lado de Frank Gore, ele liderou uma incrível virada contra os Falcons fora de casa na final da NFC. A consagração quase veio no Super Bowl XLVII. Apesar de estar perdendo por 22 pontos no terceiro período, Kaepernick por muito pouco não conseguiu uma das maiores viradas da história da grande final.

Com a troca de Alex Smith com o Kansas City Chiefs, o camisa 7 se tornou titular absoluto para a temporada 2013. Mesmo sem o elemento surpresa em seu favor, ele liderou os Niners aos playoffs pelo terceiro ano seguido. Após duas boas vitórias contra Packers e Panthers, Kaepernick e companhia caíram para o rival Seattle Seahawks, time que viria a ganhar a grande final duas semanas depois. 

O bom desempenho rendeu a Kaepernick uma ótima extensão de contrato por mais seis temporadas com os 49ers: 126 milhões de dólares, 60 garantidos. Muitos questionaram os valores do acordo, alegando que o camisa 7 não vale tudo isso. Resta a Kaepernick mostrar em 2014 que é um quarterback de elite, quem sabe com um anel de campeão do Super Bowl. Mostrar, mais uma vez, que vale a pena apostar em seu talento. 

Jornalista de Jundiaí e apaixonado pela NFL,  
Matheus Filippi é editor do @NFLBrasil.
    

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Contagem regressiva NFL Brasil - Victor Cruz

A trajetória de Victor Cruz na NFL é o clássico exemplo de como a vida pode mudar completamente em um curto espaço de tempo: em apenas alguns meses, ele passou de completo desconhecido para peça fundamental na conquista de um improvável Super Bowl. Sem um grande diferencial e números medianos, Cruz foi ignorado por todos os times no Draft 2010. Mais uma prova que o sistema de avaliação dos atletas universitários é longe de ser perfeito. 

A velocidade do camisa 80 aumenta drasticamente no momento que executa as rotas, sempre levando uma pequena vantagem em relação aos defensores. Junte isso a firmeza na na hora de receber o passe, além uma inteligência fora do comum depois da recepção, para entender o motivo de Cruz ser hoje o principal wide receiver dos Giants e um dos melhores na NFL atual.

O camisa 80 sequer foi draftado (Site oficial/Giants)
Qualidades que não foram notadas nem em sua carreira universitária logo de cara, Victor ficou no banco nas duas primeiras temporadas como WR em Massachusetts. Titular em 2007, ele foi o destaque de UMass, passou das mil jardas e recebeu cinco TDs. Já conhecido em seu último ano, era quase sempre marcado com cobertura dupla, o que fez seus números diminuírem. Em abril do ano seguinte, seu nome não foi sequer lembrado no Draft.

Decepcionado, ele se surpreendeu quando recebeu a ligação do New York Giants para agendar um teste. Pura ironia do destino: Cruz cresceu em Paterson, lugar muito próximo do antigo Giants Stadium, mas quando criança torcia para o rival Dallas Cowboys. Parte do training camp daquele ano, Cruz garantiu sua vaga no elenco final após receber três touchdowns já no primeiro jogo de pré-temporada contra o rival local Jets.

Apesar do início promissor, o camisa 80 não recebeu nenhum passe no ano de calouro: participou de poucos snaps nas três primeiras partidas, até que uma lesão na coxa o tirou do restante da temporada. Mesmo assim não foi cortado, ele conta em seu livro "Out of the Blue" a surpresa ao receber uma ligação de Eli Manning para participar de um treinamento não oficial, visto que os atletas da NFL estavam em lockout. Esses encontros foram fundamentais para o entrosamento do jovem wide receiver com o já consagrado quarterback.

Cruz campeão do Super Bowl XLVI (Site oficial/Giants)
A sintonia com o QB apareceu na medida em que Cruz teve sua oportunidade de ouro como titular: Steve Smith fez as malas para o Philadelphia Eagles, Domenik Hixon e Mario Manningham se contundiram. De quinta para segunda opção no terceiro jogo do ano, ele aproveitou muito bem os espaços gerados pela marcação dupla em Hakeem Nicks. Passou das 100 jardas e recebeu dois TDs contra os Eagles. Foi a partida em que surgiu a famosa comemoração "salsa dance". Cruz prometeu homenagear sua avó de origem hispânica, que o ensinou a dança, caso marcasse um touchdown. Ele cumpriu a promessa, criando assim sua marca registrada.

 Era  o início de uma temporada espetacular. Mesmo com alguns erros normais de jogadores jovens, o camisa 80 foi melhorando jogo após jogo, fundamental na improvável classificação dos Giants aos playoffs. Saudável e no auge da forma na pós-temporada, os Blues dominaram defensivamente, não deram chance aos adversários com um pass-rush avassalador, venceram o quarto anel da franquia. Cruz não foi espetacular na pós-temporada, mas se não fosse por ele, New York nem estaria nos playoffs. Ele fechou a temporada regular de 2011 com 1536 jardas recebidas, recorde do time em um único ano, e nove touchdowns.

Em poucos meses, Cruz marcou seu nome em definitivo na história da NFL. Já conhecido e temido, ele não teve a mesma liberdade no ano seguinte, mesmo assim voltou a passar das mil jardas (1092) em 2012. Desempenho que não foi melhor também pelo "apagão" sofrido por Eli Manning na segunda metade da temporada, simplesmente irreconhecível. Os Blues perderam cinco dos últimos oito jogos, viram a zebra Washington Redskins vencer a NFC East. Os atuais campeões sequer chegaram aos playoffs.

A má fase de Eli seguiu em 2013, fato que refletiu diretamente nos números de Cruz e dos Giants no geral: o QB teve o pior desempenho em jardas dos últimos cinco anos, foi o recordista da NFL em interceptações (27). Mesmo de contrato renovado (6 anos e 45 milhões de dólares), foi o pior ano do camisa 80 desde que virou titular: 998 jardas e 4 TDs em 14 partidas.

Um dos únicos playmakers desse ataque, Cruz deve ter um papel de protagonista no esquema "west coast" (passes curtos e rápidos) do novo coordenador ofensivo, Ben McAdoo. A chegada da jovem promessa Odell Beckham Jr. e a afirmação de Reuben Randle como parceiros de  ataque podem tirar a cobertura dupla de Cruz em alguns momentos. Resta saber se Eli Manning será o jogador decisivo nos títulos em 2007 e 2011 ou o desastre dos últimos dois anos.

Jornalista de Jundiaí e apaixonado pela NFL,  
Matheus Filippi é editor do @NFLBrasil.
    

domingo, 15 de junho de 2014

Contagem NFL Brasil - Calvin Johnson (Megatron)

Não existe o termo "wide receiver marcado" quando o jogador em questão é Calvin Johnson. Ele nunca está marcado. A mistura de tamanho, velocidade, força e impulsão fora do comum faz com que ele leve vantagem contra qualquer defensor, pode lançar a bola mesmo com cobertura tripla que ele vai agarrar. Com apenas 28 anos, já marcou definitivamente seu nome na história da NFL, é possivelmente ao lado de Jerry Rice o melhor WR da história da liga. 

Não, isso não é um exagero. Ele consegue recepções que nenhum outro wide receiver conseguiria, o tamanho das mãos permite agarrar bolas difíceis com apenas uma delas. A força e velocidade auxiliam na linha de scrimmage, muitas vezes ele se livra da marcação já no primeiro contato após o snap. Incrível pensar que um atleta como ele não foi a primeira escolha geral do Draft que participou.

Johnson em Georgia Tech (Site oficial)
Fato que deve tirar o sono do torcedor do Oakland Raiders até hoje. Com a primeira escolha do Draft 2007, o time da Califórnia selecionou o QB JeMarcus Russell, sem sombra de dúvida o maior "bust" da história. Segundo time a escolher naquele ano, o Detroit Lions não perdeu tempo, tratou de draftar o jovem fenômeno de Georgia Tech.

O calouro teve um impacto imediato naquele ano, mesmo reserva de nomes como Roy Williams, Mike Furrey e Shaun McDonald. Williams foi o responsável por dar o apelido de Megatron a Johnson, um robô gigante e azul presente nos filmes da série Transformers. Com o veterano Joe Kitna de quarterback, ele terminou a temporada de calouro com 756 jardas e quatro touchdowns. Mesmo com um ótimo jogo aéreo, o time teve uma campanha de 7-9 pela péssima defesa, que permitiu aos adversários completarem 70% dos passes tentados, 422 no total.

Números que já preparavam o torcedor de Detroit para o ano seguinte, em que o time perdeu todas as dezesseis partidas. Mesmo com três quarterbacks titulares, Calvin Johnson terminou a pior temporada da história da franquia com impressionantes 1331 jardas e 12 touchdowns. A péssima campanha deu aos Lions a primeira escolha do Draft 2009, que o time usou para selecionar o QB Matthew Stafford, jovem talento de Georgia. Chegava o quarterback para levar as atuações de Megatron a um outro nível.

O primeiro ano da jovem dupla não foi espetacular, devido a falta de experiência de Stafford na liga. Mesmo assim os Lions mostraram progresso. Johnson teve a única temporada fora a de calouro a não passar das mil jardas (984), pois perdeu dois jogos por lesão. No ano seguinte foi o jovem quarterback que se contundiu, jogou apenas três partidas, mesmo assim Megatron computou ótimos números. A recuperação do time era notória.

Megatron atuando pelo Detroit Lions (Site oficial/Lions)
Fato que se comprovou em 2011. Após dois anos de ter uma temporada 0-16, Detroit chegou nos playoffs daquele ano, muito pela parceria entre Stafford/Johnson: o QB passou das cinco mil jardas aéreas, Megatron recebeu 16 touchdowns, melhor número da carreira. Mesmo com a derrota para os Saints no Wild Card, o fato de chegar à pós-temporada foi muito comemorado.

Como é normal com times jovens, os Lions caíram de produção na temporada seguinte, o time perdeu os últimos oito jogos e fechou 2012 com 4-12. Apesar do ano ruim do time, Megatron teve uma das melhores temporadas de um WR na história da NFL: quebrou o recorde de Jerry Rice de jardas recebidas em um única temporada (1964), estabeleceu a marca de 8 jogos seguidos recebendo pelo menos 100 jardas, de jogos consecutivos com 10 ou mais recepções e igualou o número de jogos com pelo menos 100 jardas em uma única temporada. 

Depois de algum tempo, o camisa 81 confessou que jogou grande parte dos jogos de 2012 com dois dedos quebrados. Monstro! Mesmo com pequenas lesões ao longo da temporada seguinte, ele computou 1492 jardas e 12 TDs em 14 partidas como titular. Apesar da ajuda, Detroit mais uma vez não foi aos playoffs, chegou a ficar 7-5, mas inexplicavelmente perdeu os quatro últimos jogos.

2014 tem tudo para ser o melhor na carreira de Megatron. Ele está recuperado das várias pequenas lesões, está no auge da forma e conta com Golden Tate e o promissor talento Eric Ebron para dividir a marcação no jogo aéreo. Não se surpreenda com mais um ano destruindo recordes e marcando mais ainda seu nome na história.

Jornalista de Jundiaí e apaixonado pela NFL,  
Matheus Filippi é editor do @NFLBrasil.